Decadência de um anjo







Desinseriram-me os direitos
Rasgaram-me a farda
Vivaram-me do avesso
Contaram-me as asas

E pro inferno eu fui
Solo pobre, água ruim
O diabo o constitui
Anjos decaídos
Decaído eu fui

A dor, o lamento
Tudo para o diabo e seu contentamento
O riso, a alegria
No inferno não podia
A vida arde em brasa
Cortaram minhas asas
Grande desgraça
O inferno coroe e mata.


Tiraram-me as vestes

Rogaram-me doenças e pestes
E pro inferno eu fui
Servo do Senhor excomungado
Servo do diabo por mal agrado
anjos decaídos
Mal vestidos
Decaído eu fui


Comentários

  1. Otimo post, sombrio, denso... adoro! bjokas Bia.

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