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Boa Noite...

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Tenho medo daqueles e daquelas, que assombram que "somam" meus pesadelos noites a fio. tenho receio dos meus pesadelos  Eu sei que é cedo. para tomar conta do meu conciente  inconcientemente  sei que ele não sai da minha mente Tenho medo dos inquietos  dos dedos que estalam se conversam  de mentes que se comunicam  se conversa suja  achadas no lixo. Não é tão frio mas me causa arrepios me externa calafrios e mesmo que beije a morte e só queria dizer:"boa noite".

A cidade

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Logo avisto as luzes  de longe A cidade  brilha Não  há nada  de ofuscante Estou perto da minha família. Varias ruas e avenidas Tem   fumaça nas esquinas Então pare, e respeite o sinal O transito segue seu trajeto normal Alô, mãe? Mãe estou chegando Pegue-me no ponto final Os prédios adornam as calçadas Gente correndo aqui e ali Furiosas por quase nada Perdidas entre si. A cidade De tarde é quente e a  noite é fria Por favor me dê um prato de comida Um copo de cerveja no bar da esquina. A noite cai E com ela as luzes brilham Como é bonita A cidade numa noite fria Madrugada a dentro Acompanhando o som do vento A cidade dorme Tudo fica tranqüilo.

Cantou Verso, Prosa e Pneu

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O meu amigo disse adeus Cantou carro, gasolina e pneus. Deu um cavalinho de pau no breu  E o beijo daquela menina que perdeu. A noite é triste, é cruel. Os carros passam na avenida Sem ao menos dizer adeus É a vida Tão frágil e pequenina Pode acabar num ranger de pneus. Ainda ouço o barulho dos motores Girando, rodando Como um Carrossel. Fumaças de cinzas Bitucas de cigarros largadas na esquina Um copo da sua melhor bebida E ele não me disse adeus Num cantar de pneus Cantou verso, prosa e poesia. A vida é cruel Pagou meu uísque Fazendo-me de Raphael A vida é um crime  E eu sou seu réu.

gritos na noite...

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O meu choro apagará as velas, Grito para as paredes surdas de sentimentos. O meu sangue gela, E não me respondem as sombras na sua janela. Gritos na noite... O som não dá sentidos em minhas palavras, A liberdade parece uma coisa tão escarça. E meus medos formam uma muralha Algo que eu não consigo contornar Minhas fobias tomam meu corpo. E minha alma só consegue emitir um som de socorro. Gritos na noite... Talvez eu enterre-me em minhas próprias memórias. Meus sentidos beiram a esquizofrenia, E minha mente entra num transe de moratória Minhas palavras não conseguem atingir um tom de agonia, E minha vida modesta se exauriu de alegria. Gritos na noite... Sinto-me tonto, louco pelos lados. Entregue a própria morte. Pois os meus fantasmas me acompanham a cada passo. O seu amor é a única coisa que me faz sentir forte, Quero estar entregue aos seus braços. O meu único, salvador reduto de morte. Gritos na noite...

Sozinha é a Noite

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Sozinha é a noite. E da inspiração   faço-a minha fonte. Ouço em meus ouvidos os seus ecos de solidão. Gritos de vida, Gritos de morte, Uma epopéia   no meu coração. Sozinha é a noite. Filha dela   fez-se a escuridão. Silêncio que rompe, O ato entre o ócio e a criação. A dama com seu véu preto, Envolve-me em teus beijos. Mostra-me o verbo perfeito, Ilude-me com seus desejos. Sedução, Solidão... Cura-me o sofrimento E diante da cruz do cemitério. Meia noite,   dá-me a   sua benção. Sozinha é a noite. Quero ser seu amante. Desbravar seus mistérios, Numa noite no cemitério. Caminho noite a dentro. Rumo ao infinito, Rumo ao vazio.

Criaturas Noturnas!

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Corro na noite Meu estilo é zoar Brinco com a morte Até ela me alcançar Se a noite é quente A lua esfria Se a noite é fria A bebida esquenta Danço na noite Meu palco é a luz do luar Qualquer trocado Serve de estimulo para dançar E a lua a me embalar Moro na noite Não tenho lugar Sou homem de rua Vejo-me admirado com a imensidão da lua Sonho que Lua irei alcançar Meia noite toca Uma da manhã também A noite vai-se embora O sol já vem Não me importa as lembranças agora E a medida que o dia nasce Eu as esquecerei.