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É Tarde

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É tarde, Para retomar nossos desejos, Para recolher nossas migalhas, Para redimir nossos erros, Para escolher nossos medos. É tarde, Para nos apaixonar por nós mesmos, Para procurar defeitos no espelho, Para reivindicar o passado, Para sermos o que queremos. É tarde. Para buscar esperança em outra criança, Para rir porque se está feliz, Para idolatrar nossa infância, Para morrer por um triz.    É tarde! É tarde! É tarde! Mas, não tão tarde!

Poeta Delirante.

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  Prefiro ser um poeta delirante Ao invés de colecionar opiniões na minha estante. Cultivar essa minha loucura inquietante Pois não me conformo com uma cura brilhante.   Prefiro jogar meus versos ao vento E sair correndo, Por campos de flores de cheiro agridoce   Ser um palhaço e rir da própria palhaçada, Não me conformar com a vida nefasta. E ligar o motor da minha criatividade Na estrada da saudade. Declamar versos de amor puro E não viver implorando por sua piedade.   Prefiro ser um poeta delirante E fugir dessa selva de pedras ruminantes. Em meus delírios buscar os poemas mais escondidos. Um verso de que me seja o remédio, Para curar meu tédio E ser um homem de verdades marcantes Afinal, prefiro ser um poeta delirante. Do que colecionar opiniões na minha estante.

Rascunho #002 : Na Solidão de estar sozinha

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 E lá se vai um grande amor,  Na rua fria,  Pela calçada contornando as esquinas.  Ela me deu um beijo.  Um mimo, um carinho.  Mas ela preferiu seguir seu caminho,  Mesmo estando na solidão de estar sozinha...

Rascunho #001

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Talvez a felicidade seja uma ilusão E eu insisto busca-la em outros rostos, Talvez eu não saiba traduzir uma paixão Mesmo que os meus passos conduza em outra direção É em seu sorriso que me desperta da solidão Pois não há beijo mais gostoso Ou abraço mais carinhoso Que você não poderá me oferecer a qualquer hora, qualquer momento...

Cassem os Ratos.

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Cassem os ratos. Ratos que habitam as cadeias  Que vivem em nome de uma sigla Ratos que não sabem o que é justiça Que comentem crimes, Acabando com vidas, Vendendo drogas nas esquinas. Cassem os ratos Rolam-se os dados Matem os ratos Vejam os fatos. Matem os ratos Ratos que trabalham fardados Que andam em comboio de vários carros Que fazem uso indevido da constituição. Ratos que eram para proteger a população. Mas, com medo  do inimigo Ao menos sinal de perigo Dão tiros adoidos em cima da gente Ferindo o cidadão descontente. Cassem os ratos Rolam-se os dados Matem os ratos Vejam os fatos. Matem os ratos Ratos que fazem arruaço Que nessa onda pegam embalo Ratos que deixam os ônibus queimados Que se escondem em buracos. Ratos que andam de motos feito doidos Atirando pra tudo quanto é lado Botando medo no povo. Cassem os ratos, Rolam-se os dados. Matem os ratos, Vejam os fatos. Cassem os ...

Às Vezes...

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Às vezes quero sair, Viajar, Girar, Cantar pneus que não saem do lugar. Às vezes penso em escrever Mas nenhuma idéia me vem à mente E se a poesia me faz contente É porque acredito que há gente Que acredita nas palavras que mentem E mesmo assim dá asas à imaginação Às vezes quero correr, Saltar, Voar, Sair das mesmices de amar Fugir do comum Do natural Da sociedade vulgar Às vezes  quero  sentar, Refletir, Pensar, Pôr as idéias no lugar E não aceitar as leis da física, Química, Biologia, E sentir o gosto da minha própria existência Muito além da ciência Ás vezes me falta coragem para admitir Que quero sair.

Resenha : Os Crimes do Mosaico - Guilio Leoni

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Titulo: Os Crimes do Mosaico (um caso de Dante Alighieri) Autor: Giulio Leoni Editora: Planeta do Brasil Ano: 2006 Ficção - Literatura Italiana ISBN: 85-7665-136-X Sinopse Florença, Itália, 1300. Dante Alighieri, nomeado Prior a poucas horas é chamado as pressas para investigar um macabro assinato de um mestre Comacinno (um arquiteto) ao pés de um mosaico inacabado na construção da nova universidade de Florença... O Poeta, autor da Divina Comédia, aos poucos, com a ajuda de seu intelecto privilegiado, junta-se as pontas do que parece ser um intricado quebra-cabeça e descobre, entre uma conversa e outra com membros de um seita secreta conhecida como Terceiro Céu, uma conspiração para entregar o poder da cidade ao papa Bonifácio. Minha Opinião Muitos podem achar que se trata de um romance policial de primeira categoria, como mestre do naipe de Agatha Christie ou até mesmo Arthur Conan  Doyle. Mas se engananm ao folhear as primeiras páginas. Tive a impress...